A não monogamia vista pela cultura queer oferece uma perspectiva em relação ao conceito de múltiplos "eus".
A cultura queer é uma expressão diversa e em constante evolução, que desafia e questiona as normas sociais de gênero e sexualidade, valorizando a autenticidade e a liberdade de expressão.
Historicamente, a sociedade tem sido estruturada em torno de um modelo monogâmico, no qual a fidelidade e a exclusividade são consideradas fundamentais para qualquer relacionamento romântico. No entanto, esse modelo nem sempre funciona para todos, especialmente para aqueles que se identificam como parte da cultura queer.
Portanto, como viemos parar até aqui nesse modelo social de relacionarmos? Nem sempre a sociedade foi assim, na verdade.
E alem do mais, com a valorização do ser indivíduo - eu, tu- o relacionamento pode seguir o rumo de mais afirmação de sua própria identidade e narrativa, em torno da subjetividade do ego, indo ao rumo contrário do encontro de duas ou mais pessoas, que se relacionam com propósitos em comum e por trocas afetuosas.E está achando que a Não monogamia se resume a uma teoria única? Não é bem assim, existem subcategorias para que se possa apresentar o modelo da relação na prática vivida entre os parceires.
Nesse contexto, vamos usar de exemplo a não monogamia consensual (NMC), que emerge como uma alternativa ao modelo comum da monogamia. A NMC abraça a ideia de que é possível ter relacionamentos românticos e/ou sexuais com várias pessoas ao mesmo tempo, desde que haja consentimento e comunicação clara entre todos os envolvidos.
A cultura queer, em particular, tem desafiado as normas monogâmicas e explorado diferentes formas de relacionamento que se adequem às suas identidades e necessidades.
No entanto, é importante ressaltar que a não monogamia também pode variar em termos de afeto e prazer. Algumas pessoas buscam relacionamentos não monogâmicos que envolvem conexões emocionais profundas e duradouras com múltiplos parceiros, enquanto outras podem optar por relações mais casuais e baseadas apenas no prazer físico. Cabe a cada indivíduo e às partes envolvidas definir os limites, as expectativas e as emoções envolvidas em seus relacionamentos não monogâmicos.
No geral, a não monogamia vista pela cultura queer desafia as normas sociais, capitais, religiosas e econômicas. Ela busca proporcionar maior liberdade, autonomia e autenticidade nas relações, permitindo que as pessoas explorem diferentes formas de conexão e sejam verdadeiras consigo mesmas.



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