Pisar o chão com atenção plena é um ato de rebelião existencialista. Não fuja, o presente é o único terreno onde a vida se desdobra. Ao caminhar consciente, observando grafites, escutando histórias nas feiras livres, sentindo o peso do corpo contra a calçada, você pratica o que Sartre chamava de "engajamento radical com a realidade". Não há transcendência mística, apenas o pé na pedra, o vento no rosto, o canto do vendedor ambulante.
A arte e a cultura aqui não são distração, mas ferramentas para amplificar o real. Como diria Camus, "é no meio do inverno que descobrimos dentro de nós um verão invencível", e esse verão pode ser um verso de música ouvido no fone, o detalhe de um azulejo quebrado na rua, ou a conversa com um velho sentado na praça.
O segredo? O corpo não mente. Quando você caminha atento, a ansiedade perde seu império. A mente, que vagueia entre passado e futuro, é reconquistada pelo cheiro de chuva no asfalto, pelo ritmo dos seus passos, pelo nome das ruas que você finalmente lê.
Existencialismo prático: você não "encontra" o sentido, você o fabrica com os pés no chão e os olhos abertos.
A arte e a cultura aqui não são distração, mas ferramentas para amplificar o real. Como diria Camus, "é no meio do inverno que descobrimos dentro de nós um verão invencível", e esse verão pode ser um verso de música ouvido no fone, o detalhe de um azulejo quebrado na rua, ou a conversa com um velho sentado na praça.
O segredo? O corpo não mente. Quando você caminha atento, a ansiedade perde seu império. A mente, que vagueia entre passado e futuro, é reconquistada pelo cheiro de chuva no asfalto, pelo ritmo dos seus passos, pelo nome das ruas que você finalmente lê.
Existencialismo prático: você não "encontra" o sentido, você o fabrica com os pés no chão e os olhos abertos.

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