Sofrimento ou ação?

Vez ou outra revisito minhas questões que ainda me pesam no lugar de sentir culpa, aquilo que ainda me parece necessário repensar, digerir, pra saber o que deve ser perdoado e compreendido, por mim, e o que deve ser responsabilizado.

Tudo isso surge no processo genuíno de me culpar pelas coisas ruins que acontecem e tento trocar essa palavra por responsabilidade, porque me faz mais sentido do que o peso do que já se foi e não tem como ser resolvido e modificado. Resolvido, até que sim, mas de uma outra maneira, com o que se deixa, com o que resta. O que ficou disso no agora? E o que se faz com o que ficou?
A culpa pesa, a culpa carrega o passado e se fixa nele. Ouvi dizer que até nos faz repetir e operar naquele modo. A culpa me parece não ter muita solução. Mas quando falo de responsabilidade me parece abrir o caminho pra ver o que fazer com o que já se foi, me parece surgir espaço para ação e para desfechos, ou seja, me parece uma escolha mais assertiva e resolutiva.


Sendo assim, vejo a responsabilização como um caminho, como cura, como regeneração de como se olha para o que se foi.




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