Atenção! Você passou dos seus limites e agora irá pagar por isso, você está condenado às consequencias, aprisionado a essa angustia até que ela se liberte sozinha. Quando as verdades são reprimidas, há uma rebelião interna e ela sai, queira você ou não!
Essa foi uma lição recente, de uma obviedade, percebi que passei dos meus limites a minha vida toda. Quando criança, não tinha muito o que ser feito, já que era o núcleo familiar que rompia essas barreiras, que eu, sequer, teria condiçoes psicológicas de reconhecê-las e protegê-las.
Mas aí fui mais longe, fiz uma passagem pela linha do tempo até a vida adulta e quantos limites não vistos que ao serem ultrapassados mancharam relações, minha autoestima e minha compreensão sobre mim e o mundo.
Pensei que muitos dos meus comportamentos eram sobre quem eu era e quem eu tinha capacidade de ser, mas não! Eram tantos limites ultrapassados que não sobrava espaço pra ver minha própria performance. Eu só me conhecia na autoproteção ofegante, na vigília contra os males da vida. Sempre invadida, sempre machucada — pela vida, pelos outros e por mim mesma, por repetir o que aprendi na infância, mesmo sem perceber.
Hoje, eu sinto medo de performar novamente de forma que não me cabe mais e que eu sei que nunca me coube. Cheguei até a pensar que certas coisas eram imaturidade ou coisa daquelas conexões específicas, que fossem ligadas às dinâmicas do momento-espaço. Mas não! Na verdade, haviam limites respondendo por mim, na real, a consequência deles, porque quando os benditos são desrespeitados, eles assumem o controle e operam por nós!
Portanto, estou ligada à mim, me observando e me cuidando pra reconhecer e sustentar essa preciosidade que diz muito do que eu aguento. Nada disso é fácil, reconhecer requer contato consigo, muita autoreflexão. Já sustentar, requer força, expor para fora, se possível, comunicar e não retroceder.
A conta que se paga por não sustentar isso é alta, nociva, corrosiva e atinge tudo que carregamos conosco. Por isso, ao sentir que está perto de seu limite, se cuide como quando sente vontade de perder seu réu primário e assim não o faz, porque sabemos que se for esse o caminho, a consequencia é uma enorme perda.
O preço da negligência? Altíssimo. Cuide-se como quem evita um precipício porque a queda, quando vem, é devastadora.

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